quarta-feira, 2 de março de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Carta de Amor
E se eu fizesse uma carta de amor?
Como seria te falar tudo que eu sinto em palavras
murchas, cruas e sem sentido lógico?
Se eu rimasse amor com dor e teu nome com maçã?
Se eu te dissesse tudo que eu sinto?
Tu iria se jogar nos meus braços e me amar
ou iria compreender e seguir em frente?
Se eu fizesse um poema sem rimas e falasse que o amor é assim,
confuso, sem rimas ou estrofes arrumadas?
Se eu rimasse “tu e eu” com “nós dois”?
Tu iria me dizer as três palavrinhas que “eu [te] amo”?
Como que faz pra tirar você da minha cabeça?
E se eu não quiser tirar?
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domingo, 4 de julho de 2010
Quero
Quero mais dias como hoje.
Quero mais praia, pôr-do-sol e declarações na areia.
Quero mais da tua companhia, pra sempre.
Perto de ti me sinto pequeno, me sinto adimirando um mestre com os olhos brilhando.
Quero troca de olhares escondidos sempre que possíve. Quero mais mãos-dadas sempre que possível. Quero mais carinho a todo folguinha.
Te quero em minha vida a todo instante.
Não quero te perder. Jamais.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
Não se preocupe... Eu não vou me matar.
Já chorei tanto, tanto que nem sei...
Já chorei tanto que só sinto meu corpo ressecado e meu rosto molhado.
Já chorei toda a energia pra fora.
Já disfarcei todas as lágrimas que eu consegui, agora eu choro e assumo a tristeza.
Eu só choro... Não há nada que se possa fazer. Eu choro.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Não me deixe só...

Me ensinaram outro dia que as pessoas são como areia fina na palma da mão: se folgamos muito elas escorrem entre os dedos; se apertamos muito elas fogem pelo lado.
O que eu mais queria hoje era não perder as pessoas que eu gosto. O que eu mais queria era mais um pouco perto de vocês, meus amigos. Minha mãe se queixa tanto que eu não dou valor pra ela, mas ela sempre esteve ali e ainda vai estar por muito mais tempo. É uma areia mais grossa, uma terra preta onde brotei, nasci e cresci. Meus amigos, não. Eles são areia fina, eles somem da minha vida com muito mais facilidade. E me fazem tanto bem que minha maior vontade era tê-los para sempre. Mas isso é quase sempre impossível.
Dois ou três vão embora agora, mais tarde mais um. E esses são só o que eu tenho certeza, ainda nem conto os que eu ainda não sei que vão embora. Tem aqueles que prometem ir, tem aquela que já foi, tem aqueles que realmente vão.
É. Tô sofrendo. Admito.
"Me despeço dessa história e concluo a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar... E foi pra lá, e foi pra lá..."
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sábado, 25 de outubro de 2008
Vá tomar um Nescau.
Eu estava na aula de Filosofia, numa terça-feira, dia 19 de Agosto. Recebi uma ligação da minha mãe e até fiquei envergonhado pois meu celular começou à tocar alto no meio da sala. Saí da sala e fui atender, ela perguntou se eu poderia ir lá em baixo falar com ela, eu pedi para esperar o intervalo e ela me falou que não poderia. Nem me toquei que era sobre minha avó, até q a voz da minha mãe vacilou um pouco, como se chorasse. Fiquei apenas receoso e desci correndo.
No meio do caminho o meu celular tocou de novo, atendi pensando que era minha mãe. Não era. Minha madrasta estava me ligando pra perguntar justamente da minha mãe, foi aí que a ficha caiu. Minha madrasta odeia minha mãe e jamais iria querer falar com ela.
Quando cheguei na recepção, que vi os olhos da minha mãe cheios de lágrima, não tive outra reação. Desabei chorando. Lembro de tudo como se fosse um filme, tudo se repetindo, como se eu estivesse fora do meu corpo na hora.
Me encostei em uma parede e passei o celular pra minha mãe. Só naquela hora que ela estava sabendo que minha avó havia falecido.
Já não adiantava, eu tava jogado no chão, chorando, me desgüelando. Sem acreditar. pedindo pra me falarem que era mentira. "É mentira, me diz que não é verdade, por favor, me diz que foi só um engano", eu falava.
Não sei o que me levou à isso, mas comecei à arrancar meu cabelo com as mãos. Eu arrancava chumaços e mais chumaços, não conseguia sentir dor nenhuma e continuava à arrancar.
Peguei minhas coisas ainda sem acreditar que era verdade e fui para o carro, me levaram para o hospital, onde eu a vi, deitada sobre uma maca, enrolada em um saco, desses de defunto mesmo, cinza, sem vida. Minha avó tava completamente nua, com as mãos amarradas de qualquer jeito e os pés idem. Nem parecia que ela estava num hospital onde passou toda sua vida em trabalho voluntário, onde todos a conheciam.
Não aguentei. Caí no chão, de joelhos, ainda arrancado cabelo, não sentia minha cabeça, não sentia nenhuma parte do meu corpo. Só o que quis fazer foi dar um grito. Só um grito. Queria acordar a cidade toda pois a mulher que mais amei na vida, se duvidar até mais que minha própria mãe, havia partido e me deixado aqui, sozinho.
E gritei...
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH"
Gritei e sinto minha garganta tremendo desse grito até agora.
Acho que queimei todos os hormônios que existiam no meu corpo por uma semana inteira. Passei uma semana sem chorar, nem no enterro chorei, pelo contrário, sorri. Me martirizei sorrindo, tentando embutir um pensamento de que ela não iria querer me ver chorando. Passei uma semana com os lábios grampeados num sorriso mais amarelo que um girassol.
Na missa de sétimo dia dela, desabei, não aguentei ao ler um trecho qualquer lá, que nem lembro qual é, chorei. Chorei muito, na frente da igreja inteira, lotada.
De lá pra cá, choro por qualquer motivo. Uma faca caiu no chão e eu lembrei dela? Lágrimas. Passei por debaixo de uma árvore e lembrei dela? Choro. Ouvi uma piada que iria querer contar pra ela? Desabo.
Sinto mais falta dos momentos que eu passava do lado dela que de fato dela. Sinto falta da possibilidade de contar algo legal pra ela. Algo que eu ouvi na faculdade, algo que li na internet. Algum vídeo engraçado que vi. Eu adorava mostrar isso tudo pra ela. Adorava ler textos do meu blog. Lembro dela arregalando os olhos de felicidade de saber q eu tava escrevendo tão bem. Lembro dela chateada por que eu havia escrito um texto triste. Ela sempre me quis feliz.
Dói.
Dói no coração.
Dói muito.
Dá vontade de morrer.
Dói tanto que chego à sentir a dor fisicamente. Dói tanto que não consigo sentir mais nada, nem dor de cabeça, nem fome, nem dor nos olhos, nem nada.
Eu só queria ela de volta. Mais um minuto, mais um segundo sequer. Só mais um milésimo de segundo.
Nunca sonhei tanto quanto de março pra cá. Desde que meu avô morreu, já sonhei com ele mais de 20 vezes, com minha avó sonhei algumas, e com os dois juntos, outras várias.
Sempre acordo com aquela mesma sensação que tenho quando sonho que tenho dinheiro, aquela vontade de não ser só sonho.
Na verdade, a vontade é que isso que se passa agora seja só um pesado, do qual vou acordar à qualquer instante com minha avó brigando por meu quarto estar bagunçado, por eu ter deixado toda a minha roupa jogada no chão e me mandando ir tomar um nescau.
Desculpem por tantas letras. Só queria desabafar.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Tranquilidade, Serenidade. Você.

Tudo o que precisei, durante muito tempo, adquirido em questão de minutos.
Tranqülidade, serenidade... Não os encontrei nas pessoas, não encontrei na amizade nem na loucura.
Encontrei nas palavras de um momento, num sorriso, no teu sorriso e no teu olhar.
Na nossa troca de toques, tua mão sobre meu rosto, meu rosto sobre teu colo. A aceitação de quem sou, do que são e de que são feitos meus sentimentos. Meus sentimentos e teus sentimentos também.
Na identificação do pensar, do sofrer e do sentir.
Na compreensão máxima do que se pode realmente chamar de amor.
Dias tranqüilos e serenos... Para nós dois! Sempre!
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sábado, 30 de agosto de 2008
Rosa Bebê

Sabe o rosa? O rosa-bebê. Aquela corzinha delicada, carinhosa, acarinhante e quase sempre confortável? Pois é... Eu adoro o rosa-bebê. Me trazem tão boas lembranças. Foi regado à rosa-bebê que passei os melhores momentos de que me lembro. O rosa-bebê me pegou no colo quando nasci, o rosa-bebê me transformou num homem adulto, o delicado rosa-bebê que dormia quando eu fazia cafuné nele.
O rosa-bebê que me trazia tanta felicidade hoje completaria 82 anos. Completaria se não tivesse falecido 11 dias atrás, com 81.
Minha avó morreu de osteoporose em alto grau, o que causou uma parada cardíaca. Mas sabe do que? Ela está viva, mais viva que nunca, na minha memória, no meu coração, nos meus sentimentos, em cada letra que escrevo e em cada ato que pratico.
Foi minha avó, quem vi chorar pela primeira vez em março de 2007, quando ela estava pronta para me perdoar de qualquer idiotice que eu tivesse feito, mesma avó que vi se acabar de chorar quando, em 7 de março, meu avô morreu, e mesma avó que vi lutar para ficar viva durante todo esse mês qu passou, e acabou partindo. Essa avó é a mesma do imenso coração, é a mesma do imenso perdão, é a mesma da imensa força, é mesma que dedicou mais da metade da sua vida às outras pessoas, à uma casa de apoio que hoje leva seu nome, "Erosilda Mota", e que cuida de mulheres com câncer. Aliás, minha avó era forte o bastante para aguentar um câncer.
Foram quase 50 anos de voluntariado, quase 60 anos de casamento, quase 82 anos de vida. Tanto quase, mas que valem muito mais que 50, 60 e 82 anos completos.
Vó, te amo para sempre, herdo de ti todos os sentimentos bons que possuo. Feliz aniversário.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
O Dia Dela

A gente nunca sabe mesmo o que vamos dizer quando a hora chega. O desconhecido que encaramos, e que muita vezes perdemos de vista ao vislumbrar o mar, nos trás a calma que nem percebemos. Confundimos com as múltiplas facetas da vida, as múltiplas vistas que temos de tudo, do mundo. Falamos sem parar e só o que queremos é ser ouvidos. Um remédio nos faz esquecer mas também nos faz lembrar. Se perder é tão normal quanto errar a colocação do pronome que tanto tenho insistido em demonstrar no que digo.
"A gente se perde, a gente se acha
De um jeito ou de outro tudo passa.
E com cloridrato de sertralina e um pouco de mar
a gente começa a aprender
Que todo mal um dia tem fim."
inspiração.
Eu falei que sabias,
- tu não quis acreditar -
fazer poesias
é mais fácil que rimar.
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terça-feira, 29 de julho de 2008
O Mundo (parte II)

Tu és meu mundo inteiro,
mundo todo, inteiro, tudo.
Tu és quem passa e fica,
quem vira a vida;
tu és meu mundo.
Tu és parte de tudo;
nada por nada,
comigo, contudo.
Tu vira, tu vem, tu vai-e-vem,
me joga pra cima e me pinta de rosa,
me faz delirar na nossa dança,
me faz me perder na nossa prosa.
Por ti me perco, por ti eu erro,
por ti esqueço a gramática.
Tu não liga pr'a regras,
só pr'a química prática.
Palavras vindas de ti são poesia.
Não sou um poeta, meu mundo:
sou o mundo de dia.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
em tempo: caju [2]

"Tem coisas que nos pertecem, nos definem, nos dizem, nos apresentam, alimentam, apoderam-se de nós, nos transformam e reinventam, e não há como fugir.
É bom saber que alguém, que na vida sequer soube da nossa existência, nos define com tanta propriedade.
Só que ele sempre vai te pertencer, nem que pertença àquelas lembranças onde só ele podia dizer o que tu querias.
Cazuza é sempre teu e tu sempre dele, desde o primeiro contato."
por: IMAgine
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
palavras no papel...
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Bruna

Bela dama, dona de mim,
Rainha do existir de meus sonhos.
Uiva de vida, e sabes que sim,
Não vês, mas jamais
Abandonar-te-ei enfim.
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de amarelo

Vou ver a possibilidade de pintar o céu de amarelo. Queria muito te agradar, queria ver meu céu amarelo refletido no azul dos teus olhos, na mais perfeita mistura de verde-esperança. Queria poder te dar o mundo, queria poder te dar uma célula do meu corpo ao menos. Te queria do meu lado, do jeito que nenhuma regra de colocação pronominal poderia me proibir.
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Amarela

Para minha namorada:
Antes das suas palavras,
Muito antes das suas palavras,
Algo existiu e eu vou te falar,
Rosas tem um gosto acre;
Espinhos fazem tanto carinho;
Lógica nenhuma há em calar,
Amo-te e pra sempre vou te amar.
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