Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Ética



Por que a ética quer tanto igualar nossos comportamentos? O prazeroso é não cumpri-la, é diferenciar-se. O bom da vida é não ser igual, é ter opções. Essa ética maléfica que tenta nos transformar em robôs, ela não sabe nada sobre o que é ser feliz. Ela nunca amou, ela nunca deu um gozo bem dado num banheiro, numa rapidinha, ela nunca sentiu o prazer de olhar nos olhos e entender que pensamentos sujos fazem parte da mente dos dois, nunca entendeu que eles DEVEM fazer parte da mente dos dois, que isso é fundamental para a interação, para a complementaridade das idéias. Essa ética boba não tem pensamentos sujos sozinha, quem dirá acompanhada. Coitada, jamais vai ter alguém.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

"A luta pela verdade deve ter precedência sobre todas as outras."

Já decidi. Não vou mais lutar por ninguém. Simplesmente não vou. Simples assim.
Já lutei muito por muitos amores, agora, lutar por alguém por quem não tenho sequer consideração? Sei que não é por mim, sei que é pra fazer alguém que amo feliz. Mas não vale a pena. Não vale nem a pena explicar. Me cansa. É. Não vou.





(- a frase do título é de autoria de Albert Einstein)

Domingo, 14 de Junho de 2009

- another heart text's


Meu amor,

Não seja tão bom para mim. Não seja. Você não me quer, isso é um fato já esclarescido em conversas de outrora. Tenho lutado arduamente para te esquecer, isso é algo que te juro veracidade, tenho procurado outras pessoas com quem conversar, tenho evitado falar contigo, tenho tentado não pensar em ti a cada segundo. É duro. É muito difícil. Especialmente estando do teu lado o tempo todo. Mas é assim que quero, da forma mais difícil, pois uma quantidade mínima que eu me afaste é suficiente para nos afastar pra sempre. ISSO eu não quero. Aceitei te esquecer da forma mais difícil para poder ter tua amizade. Não seja tão bom, não seja tão legal. Se você não me quer, não torne mais difícil ainda a tarefa de fazer meu coração não te querer mais.
Aliás, quão estúpido me sinto falando de coração... "Meu amor"?

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Posso chorar agora? Posso?


- Posso chorar agora? Posso?
Por que? É que eu sempre choro quando me sinto mal do jeito que eu to me sentindo.
Eu gosto de falar a verdade, gosto mesmo. Acho uma atitude muito digna. A única que merece ser tomada sempre. Poréms me sinto mal, muito mal quando vomito ela inteira. Sempre tem uma parte que precisa ser escondida. Sempre tem algo que não deveria jamais ser falado. Algo que precisa ser conservado, mantido às escuras para manter a dignidade, a honestidade da relação. Eu falei, agora já não tem mais volta, não vou conseguir olhar na tua cara de novo sem lembrar que eu falei, sem imaginar que tu sabe tudo, sem me dar conta de que, naquele exato momento, bem ali, na minha frente, tu podes estar te lembrando de tudo que eu te disse, de toda a verdade que deveria estar oculta e que eu te falei. Então eu choro, pois é essa a minha solução. Eu choro agora, logo após me dar conta de estar arrependido, e choro toda vez que eu lembrar. É assim que eu resolvo. O que eu posso fazer?
E agora que você sabe o porque... Posso chorar?

Domingo, 24 de Maio de 2009

de que é feito o homem?


de tábuas precisas, peças bem encaixadas, massa de modelar moldadas à forma exata na proporção que manda o phi. O homem é feio que sonhos ou sentimentos? Ele é aquele que almeja chegar a alguma lugar, sempre um nada, um 'wannabe'. Não. Melhor. Um sonhador, um ser que está a todo momento pretendendo, a todo momento planejando, esperando, tentando fazer acontecer, tentando fazer ser. Ele é aquele que transforma em reais os mais vagos pensamentos, mesmo que dentro de si, aquele que processa idéias sobre as situação e tira conclusões delas, ele sente. Isso. Principalmente, ele sente. O homem não é simplesmente uma fórmula mágica, um misturar de ingredientes, ele mantém em si valores que fazem dele mais. Muito mais. Mais do que qualquer jamais poderá calcular ou imgainar. De que é feito o homem?

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Beating and breathing


Minha maior vontade agora era ficar deitado sobre teu peito mais um pouco, sentindo e ouvindo tua respiração intercalada pelo batimento do teu coração. Ouvir tua voz e sentir meu peito aquecer quando você me olhava assim de lado. Queria ser especial, muito especial.
Queria ouvir mais um pouco de Legião ao teu lado. Queria mais um sinal de trânsito demorado. Ou até mesmo um rápido. Eu queria tua atenção, só ouvir tua voz me perguntando como me sinto. Só um pouco.

Sei que daqui uns dias vou estar me sentindo patético por querer tudo isso agora. Sei que, além de patético, vou deixar de te querer com a mesma facilidade que comecei. Eu nem te conheço. Só conheço a velocidade da tua respiração.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Mudança ou não. (o arquiteto desmorona uma construção)

Estou na seguinte punheta mental:

Nunca mudamos de verdade, nem planejando. A gente pensa que mudou, mas somos sempre os mesmos. Não falo de mudanças a longo prazo, pois elas acontecem por serem evoluções, estágios, processos. Falo de mudança imediatas. E digo que não mudamos, que somos sempre o mesmo por que o que somos em seguida é apenas o que somos agora com mais um minúsculo, inotável e insignificante elemento.
Até mesmo por que a questão não é acreditar. Eu acredito. E desejo! Muito!
Mas ela, a mudança imediata, não existe. São evoluções que acontecem, mais rápidas ou mais devagar, mas são sempre evoluções...


Quando me surpreendo com a seguinte réplica:

"Não senhor... Eu mudei muito. Muito mesmo! Dá sim, coloca na cabeça que dá. Coloque na sua cabeça e faça! Acredite e realize! Você tem muitas afirmações. Você não tem verdade. Ninguém tem verdade, então seja flexivel: veja o que é melhor e faça. Só que não adianta esperar pelos outros ou esperar cair do céu."

É... Não adianta esperar que a mudança aconteça. Ela existe, cabe a nós correr atrás.

Masquerade!



Não existem rostos, apenas máscaras e mais máscaras. Algumas mais perfeitas, outras imperfeitas e outras escolhemos de acordo com a conveniência.
É o que diz Masquearade, de The Phantom of the Opera(a música mais realista, por sinal): "esconda seu rosto, então o mundo nunca o encontrará".

"Nunca o encontrará". Eis a meta. Máscaras são feitas para esconder um verdadeiro eu que - com sinceridade? - não me é crível.

Não é mentira: Rostos não existem. Máscaras escondem qualquer coisa menos rostos, acho até que o oposto deles, não-faces abstratas ou anti-rostos. Nada realmente concreto, palpável, existente. Máscaras são para esconder vazios - existenciais, presenciais, da personalidade. Aliás, que personalidade? Se o mundo não passa de atitudes pouco-criativas, nunca inéditas, jamais originais, copiadas sim, repetidas sim, fruto de um aprendizado. A-PREN-DI-ZA-DO. Ou seja, alguém te ensinou a fazer o que você faz justo agora, comer, andar, escrever, pensar, amar, odiar, ignorar, foi o mundo que te ensinou. Alguém de ensinou a sentir e a repetir e encenar as sensações, como máquinas, e as demonstrações de sentimento, como máscaras!

"Masquerade!
Every face a different shade ..
Masquerade!
Look around -
There's another mask behind you!"

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

A-M-O-R



Eu gosto da superficiliadade das cartas de amor, da falsidade das músicas de amor. Jamais serão verdadeiras músicas de amor pois se vendem por algo mais que o amor verdadeiro. Mas eu gosto, eu compro. Te amo, te quiero, je t'aime, i love you, ti amo, aishiteru, wo ai ni. É tudo tão lindo e tão superficial que fico maravilhado. O amor não tem mesmo que ser profundo. Viva as palavras da boca pra fora. Viva as declarações na primeira noite. Viva o sexo sem compromisso. Viva o amor multifacetado. Viva a diversidade. Viva a originalidade e a falta dela também. Viva a paz. Viva o amor, seja ele de que forma for.

Valentina

Valentina saiu correndo pelo corredor com os cabelos presos em um belo e frágil coque. Chegando ao fim das paredes paralelas, onde um raio de sol vinha pela esquerda, iluminando sua face moreno-âmbar, virou para trás e soltou um sorriso que poderia ser descrito do meigo ao profano por qualquer padre ou pecador. Deixou cair um pedaço de seda bege que brincava entre os dedos e saiu correndo.
Não segui-la, não ser completamente submisso eram as única opções absolutamente impossíveis de cogitar.
Oscilaram os pés deste que vos relata, numa tentativa de seguir minhas vontades e manter-me longe da pecaminosa Valentina. Trôpego, tentou as minhas pernas dar um passo a frente e outro atrás, ao mesmo tempo. Encostei-me na parede do corredor para não desabar no chão, enquanto fitava o lenço que desejava amaldiçoar, sem forças de fazê-lo.
Balbuciei seu nome tão baixo que nem minha alma poderia ouvir qualquer fonema da minha voz:
- Va. Len. Ti. Na.
A razão então tomou conta de mim. Valentina é tão proibida que jamais poderá ser minha...

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