segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não vou parar.

Eu não vou parar de dizer "Eu te amo". Por mais que isso te deixe confuso, não vou parar de dizer.
Vou dizer por que isso te fortifica. Te fortalece. Te torna mais forte. Te dá algo pra tocar.
Vou dizer por que isso te dar certeza que o caminho pelo lado daqui, é feito de chão firme, sem deslizes ou tropeços, e leva à felicidade.
Vou dizer "Eu te amo", por que é o que eu sinto e por que eu quero te dar a certeza disso. Quero garantir que tu entendas, que tu não sinta medo. Assim tu não precisa arriscar.

O caminho não é incerto. Eu te amo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Qualquer ferida.

Sensação estranha a de passar do amor ao ódio numa só troca de olhares. Sensação muito estranha. Como se um sopro de fumaça ficasse no lugar de todo o ar puro dos meus pulmões. Na verdade, como se um sopro de ar puro ocupasse meu pulmão sujo de cigarros amargos e amassados.

Escrever cura, eu sei disso. Sentir raiva não faz bem. Também sei. Eu quero os dois. Eu escrevo pra ajudar a extravazar. Mas quero sentir raiva. Quero conseguir manter longe. Acho que isso curaria mais ainda. Qualquer ferida.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Elogio debochado.



Tudo começou num dia claro de céu azul. Tão azul que debochava da cor dos olhos dela.
Sem nuvens, ventilado, fresco, quente mas agradável. Perfeito para uma praia, sabe?

E lá estava ela, sentada na mureta da avenida que ía de uma ponta a outra da praia de sua cidade. Como chamam mesmo? Avenida Litorânea, certo? Beira-Mar? Pois é.

Ela levava uma rosa nas mãos - a cor realmente não importa. Os pés sujos de terra, com a calça jeans dobrada até o joelho, balançavam na pedra fria e escura que fora usada para construir aquele mínimo de civilização num antro da natureza. E quem disse que ela reclamava? Se era um antro de perdição, como diria sua avó, ela adorava sacanagem. Adorava ficar ali sem ter o fazer, fazendo o mundo inteiro sentir inveja de sua falta de compromisso. Seu único compromisso era com a felicidade.

O céu debochava, sorria. Ela sorria de volta e olhava o mar verde quebrar sobre a areia branca e fina.
Ela se perguntava se a praia era tão bonita em outros lugares como costumava ser ali. Se não fosse, uma pena para os outros lugares.

O vento derrepente derrubou da mão dela, derrubou na calçada, uma pétala apenas da rosa. O vento levou essa pétala para algum outro lugar. Algum lugar muito longe, imaginava ela.

Ela não se importou, ela se sentia completa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Puta!

Minha garganta jamais vai se acostumar a falar teu nome de puta, o nome da vadia que és. Só sinto mesmo a tristeza de não poder de dar uns bons tapas na cara, de te fazer sofrer, chorar, resmungar, relinchar, brigar, gritar, chorar, gritar, chorar, gemer.


Não vês?





Não vês que minha raiva é o amor que cultivei e que tu pisou?



Não vês?

És realmente cega. Uma pena. Se enchergar pudesses, talvez visse. Talvez. Talvez olhasse o amor que te apedreja e te xinga. O amor que suja a boca limpa por tua causa.
Talvez tu visse.
Talvez sentisse o mesmo sentimento que sinto.
Talvez sinta parte dele quando eu deixar quente, com um tapa, esse teu rosto com maquiagem de puta.
Maquiagem da puta que és. Vadia. Vagabunda.

Que os autores perdôem este escritor magoado, mas essa história não pode ter um final feliz.

domingo, 20 de setembro de 2009

Não é fácil, não é.
É difícil, cada vez que te olho se torna mais, cada vez que ouço tua voz, tua presença, se torna mais difícil e doloroso te tirar da minha cabeça.
Eu vou conseguir levantar de novo. Eu vou.








Aí ela diz:
- Árduo e demorado, e uma tarefa para pessoas fortes. Me mate de orgulho, ok?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

...

Só o que eu queria falar é que eu te amo tanto. Eu te amo puro. Eu te amo da forma que nunca amei ninguém. Tu és meu irmão. Meu mais genuino irmão. Aquele roubado, da novela, que eu nunca vi nem nunca conheci. Só o que eu queria falar é que eu te agradeço. Obrigado pelas portas que tu abriu em minha vida, obrigado pelos caminhos que tu me permitiu seguir, obrigado pelos sorrisos compartilhados, obrigado por abrir minhaa mente para novas experiências, obrigado por ter fazer quem eu amo feliz, obrigado por existir, obrigado por esses meses. Enfim, obrigado.

Sinto uma enorme dor no meu peito, sinto muito mesmo te perder. Não sei se estou te perdendo pra sempre, não sei. Quero que sejas feliz. Feliz como você me fez ser esses últimos meses. Até logo, meu amigo. Tu estarás pra sempre na minha memória e no meu coração.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Não se preocupe... Eu não vou me matar.

Já chorei tanto, tanto que nem sei...
Já chorei tanto que só sinto meu corpo ressecado e meu rosto molhado.
Já chorei toda a energia pra fora.
Já disfarcei todas as lágrimas que eu consegui, agora eu choro e assumo a tristeza.

Eu só choro... Não há nada que se possa fazer. Eu choro.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Não me deixe só...



Me ensinaram outro dia que as pessoas são como areia fina na palma da mão: se folgamos muito elas escorrem entre os dedos; se apertamos muito elas fogem pelo lado.

O que eu mais queria hoje era não perder as pessoas que eu gosto. O que eu mais queria era mais um pouco perto de vocês, meus amigos. Minha mãe se queixa tanto que eu não dou valor pra ela, mas ela sempre esteve ali e ainda vai estar por muito mais tempo. É uma areia mais grossa, uma terra preta onde brotei, nasci e cresci. Meus amigos, não. Eles são areia fina, eles somem da minha vida com muito mais facilidade. E me fazem tanto bem que minha maior vontade era tê-los para sempre. Mas isso é quase sempre impossível.

Dois ou três vão embora agora, mais tarde mais um. E esses são só o que eu tenho certeza, ainda nem conto os que eu ainda não sei que vão embora. Tem aqueles que prometem ir, tem aquela que já foi, tem aqueles que realmente vão.

É. Tô sofrendo. Admito.


"Me despeço dessa história e concluo a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar... E foi pra lá, e foi pra lá..."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Orgia.

Acendo meu cigarro de puta que sou,
um trago e sinto a brasa invadir meu ser
a orgia do fim, enfim, começou.
Vamos delirar, vamos padecer.

Venha a mim tudo que é ruim, tudo que chora
venha a mim pecado, prazer.
Venha mim, a mais ninguém,
orgia em mim, venha fazer.

Nada mais que sentimento.

domingo, 16 de agosto de 2009

"Lê-me"

Me lê? Lê minha mão e o meu corpo,
lê a curva da minha letra,
o desenho do meu rosto.
Lê antes que se torne esquecida
a memória de mim, moço.

Lê essas palavras ditas fáceis,
manchadas de sangue a ponta de uma faca.
transforma em voz o meu murmúrio,
me deixa ouvir a voz querida.
me deixa ver tua trapaça.

Me lê antes de ti.
Ante que a gramática me proiba de errar.
Me lê, cru e sem rir.
Simplesmente, me lê.

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