domingo, 23 de março de 2014

E se...?

E se eu fizesse uma carta de amor?
Como seria te falar tudo que eu sinto em palavras
murchas, cruas e sem sentido lógico?
Se eu rimasse amor com dor e teu nome com maçã?

Se eu te dissesse tudo que eu sinto?
Tu iria se jogar nos meus braços e me amar
ou iria compreender e seguir em frente?

Se eu fizesse um poema sem rimas e falasse
que o amor é assim, confuso, sem rimas ou estrofes arrumadas?
Se eu rimasse "tu e eu" com "nós dois"?
Tu iria me dizer as três palavrinhas que "eu [te] amo"?

Como que faz pra tirar você da minha cabeça?
E se eu não quiser tirar?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Desculpem amigos leitores

Mas é que as vezes a vida é uma fuga de tudo que faz bem.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

D-E-C-E-P-Ç-Ã-O

Porra de Yin-Yang. Porra de equilíbrio.
Tem dias que você está uma maravilha. A melhor pessoa da face da Terra. A mais educada, a mais gentil, a mais alegre, a mais orgulhosa de todas.

Mas tem outros dias em que você é a merda mais fedida de todo o esgoto. A doença mais irremediável da medicina. Tem dias que você não vale nada, nem troco de esmola.

O mais impressionante é que ficamos assim por culpa nossa, de nossos atos que, imperceptíveis, magoam as pessoas que justo não queremos jamais ver magoadas ou tristes.
A vontade que dá é de matar esse diabinho dentro da gente e tentar nascer de novo. De morrer. Literalmente morrer pra nascer de novo, se possível fosse. Tentar tudo de novo. Mas a gente tem juízo o suficiente pra não fazer nenhuma besteira, né? Pelo menos, não mais uma!

Por mais que a gente se odeie, por mais decepcionado consigo mesmo que estejamos, tem sempre alguém que gosta da nossa decepção, sempre alguém que gastou dinheiro com nossa ineficiência de ser. Sempre alguém decepcionado que pode ficar mais decepcionado ainda! E isso, graças a gente!

Deixa eu respirar um pouco... As palavras estão saindo rápido demais e não tá dando tempo de respirar entre uma e outra frase.

No final das contas, até falar se torna uma decepção para qualquer um que tenha ouvidos para ouvir.

Agora, bola pra frente. Vamos tentar tirar a água com uma cuia furada do barco que tá afundando de tão inundado. Se, no final, não der certo, vai ser só mais uma decepção pra ter que lidar. E o que é um peido pra quem já tá todo cagado?

- No final das contas, o peido ajuda a espalhar a merda. Reflitam!

sábado, 2 de abril de 2011

Fix You

Quando dói, dói! Quando é pra machucar, machuca de verdade. Palavras são mais afiadas que bisturis cirurgicos. Ferem. Machucam de forma hostil e desumana.

Elas sempre vêm por trás, de inesperado, de sopetão. Nos pegam de surpresa, pisoteiam nossa moral, auto-estima, felicidade e bom humor e devolvem-nos ao nosso lugar em meros cacos. Farelos.

E quando você dá o seu melhor mas não tem sucesso, lá estão as palavras, não para te ajudar, mas para anunciar a tua derrota.

domingo, 27 de março de 2011

Wrong!

Você quase fez a coisa errada. Quase. Chegou quase lá mas voltou atrás.

Ficou se sentindo muito bem por ter conseguido. Se sentindo um vitorioso por ter certeza do que queria. Você ficou se sentindo a pessoa mais certa do mundo por QUASE ter feito a coisa errada, por ter evitado.

Mas aí você descobre que não é bom o bastante. Que não é o suficiente.

Sinceramente... Você sempre soube que não seria o suficiente, que não bastava ter ido QUASE lá, que não poderia nem ter ido. Você SABE que só achava ter feito a coisa certa para não se sentir errado, mas você está errado.

Você não é bom o suficiente e agora se odeia por não ser bom o suficiente.

Sugestões de soluções, favor preencher o formulário e colocar na nossa caixinha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vêm pro raso, meu amor!


Como o fundo de uma piscina de vejo: com luz trêmula, parecida com um sonho, irreal, quase impossível de acontecer.

Ainda bem que eu estava com meus óculos de natação.












ou:
Ainda bem que salvamos um ao outro do afogamento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Texto fora de contexto, anexo sem nexo, muro não-duro. Um poste. Não encoste.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Carta de Amor

E se eu fizesse uma carta de amor?
Como seria te falar tudo que eu sinto em palavras
murchas, cruas e sem sentido lógico?

Se eu rimasse amor com dor e teu nome com maçã?
Se eu te dissesse tudo que eu sinto?
Tu iria se jogar nos meus braços e me amar
ou iria compreender e seguir em frente?

Se eu fizesse um poema sem rimas e falasse que o amor é assim,
confuso, sem rimas ou estrofes arrumadas?
Se eu rimasse “tu e eu” com “nós dois”?
Tu iria me dizer as três palavrinhas que “eu [te] amo”?

Como que faz pra tirar você da minha cabeça?
E se eu não quiser tirar?

Será?

Será possível ser mais clichê que num texto depressivo?

Vermelho-dor, Branco-sem-vida

Tem uma imensidão negra abaixo de mim.
Um grande, profundo, obscuro, frio, úmido, fedido e assustador buraco negro que só faz me olhar, como se quisesse mee engolir por inteiro.
Sinto-me inclinado a dar fechar os olhos e mergulhar nesse feio anti-mundo de... de... de não sei mais o que estou falando, me sinto afogar.

Já me sinto com as pontas dos pés deformadas pelo gelo em que se transformou a água dos meus músculos com a baforada gelada que vem lá de baixo.

Já sinto os pêlos da minha perna encolhidos pela chama quente de dor que emana do mais profundo sofrimento.

Curiosa, essa tristeza, não? Fria e gelada. Quente e aquecida. Com o pior de cada estação do ano - a alergia a flores, a seca escaldante, o frio crucificante e a morbidez das árvores. Como a pior lembraça de cada etapa da vida - a infância sofrida e reprimida, a adolescência sofrida e reprimida, a idade adulta sofrida e reprimida, a velhice sofrida e reprimida. É o melhor que cada criatura maléfica pode dar de si.

É vermelho-dor, é azul-fome, é roxo-asfixia, é negro-escuridão, é verde-vômito, é amarelo-hepatite, é branco-sem-vida.

Esse buraco que aos poucos me suga é um pouco disso tudo, um tudo disso pouco, um fracasso atrás do outro, um outro atrás de cada um dos meus fracassos. Jogando na cara, cuspindo no prato que comi por mim.

Cada humilhação. Cada tristeza.

Lá vem a imensidão negra de novo.

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