quarta-feira, 9 de julho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Correnteza

Condena Condessa,
Ornamentos doces e amargos.
Repete e me leva;
Realiza Sonhos gagos.
Esses moles olhos duros,
Nietzsche jamais vai chorar.
Tenta, atenta Condessa,
Espera que quero amar.
Zoológico de pecados,
Arrasta-me. Até o Mar.
Arquitetado por Eduardo Dot às 18:05 2 arquitetura(s) alheia(s)
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Amarela

Para minha namorada:
Antes das suas palavras,
Muito antes das suas palavras,
Algo existiu e eu vou te falar,
Rosas tem um gosto acre;
Espinhos fazem tanto carinho;
Lógica nenhuma há em calar,
Amo-te e pra sempre vou te amar.
Arquitetado por Eduardo Dot às 19:51 2 arquitetura(s) alheia(s)
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sábado, 22 de setembro de 2007
Eis me aqui para te ver passar. Sucessão das coisas.

Ultimamente tenho me questionado muito sobre o tempo. Não sobre ele em si ou sobre sua significação em relação às chuvas ou aos sóis, mas sobre o passar dele e sua influência sobre nossa personalidade e nosso corpo.
Pode parece pretensão minha ou até mesmo que eu esteja me precipitando, mas sinto que meu corpo não é a mesma coisa que era aos 10 anos e, com medo de assumir minha condição, atribuo isso ao tempo.
Mas não é sobre meu corpo que veio falar este devaneio, e sim sobre outras coisas. Vamos aos fatos.
Estive pensando muito, até mesmo mais do que eu supunha ser capaz, e cheguei à temível conclusão que eu não gosto do tempo. Ele nunca passou minhas dores, nem me fez esquecer meus amores e só me serve para entender que tenho cada vez menos dele para aproveitar.
Tanta coisa acontece ao mesmo tempo que acho que o tempo, como diz Fernando Pessoa, "não marcará, quem sabe, nenhum" sequer.
Não faço idéia de que conclusão tomar deste ensaio, pois já se passou tanto tempo desde que o comecei que só consigo perceber que o tempo nos faz esquecer das coisas.
Três raios de Sol vêm em minha direção,
Escolha um, somente um, e me atinja com ele,
Meta os outros dois em um relógio.
Ponteiro, é isso agora que eles são.
Olhe então tudo passar à sua volta, tudo passar por você.
Arquitetado por Eduardo Dot às 11:11 5 arquitetura(s) alheia(s)
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sábado, 15 de setembro de 2007
Sentimentos
Sabedoria.
Escolhas;
Negação?
Tato.
Inteligente,
Mas Burro;
Espera;
Negação?
Tato.
Observação;
Sabedoria.
Enfim... Sentir.
Arquitetado por Eduardo Dot às 19:16 4 arquitetura(s) alheia(s)
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Fugir

Felicitações meu barão da ironia,
Ulula palavras profanas que me fazem sentir-me acuado,
Goza de minha memória, goza de minha paciência,
Ignora qualquer tipo de respeito por minha pessoa,
Realiza tua tarefa de me fazer escapar da realidade.
Arquitetado por Eduardo Dot às 17:20 3 arquitetura(s) alheia(s)
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Memórias de minhas putas tristes
"Não preciso nem dizer, porque dá pra reparar a léguas: sou feio, tímido e anacrônico. Mas à força de não querer ser assim consegui simular exatamente o contrário. Até o sol de hoje, em que resolvo contar como sou por minha livre e espontânea vontade, nem que seja só para o alívio da minha consciência."
É tão bom quando você recompra um livro que você já teve. Você se sente recuperado, restaurado, energecido. Sente-se completamente cheio de gostosas sensações: saber que você vai reler algo que você adora, especialmente porque já leu uma vez.
Adoro!!
Mas pra variar: um Acróstico.
Amargo sentimento de "já passou":
Neuroses e nóias de viver o pretérito.
Abonado de lembranças, existo nelas.
Cético com o presente, resolvi-me assim:
Resistirei sem ômegas,
Ômega que faz meu alfa obsoleto.
Nidícola sou de meu passado tortuoso,
Inimaginável passado tortuoso
Como aqueles que me matam.
Osculei meu nirvana de morte.
Arquitetado por Eduardo Dot às 19:06 3 arquitetura(s) alheia(s)
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sábado, 8 de setembro de 2007
Angústia.
Fechei os olhos e tentei pensar naquilo que eu supunha ter sonhado esta noite. Expremí e contraí todo o meu corpo com meus olhos cerrados. Aquela música que me faz sentir-sem-pensar tocava ao fundo. Passei então os dedos macios na testa quente e preguenta de sujeira e esfreguei levemente os olhos, eles molharam-se de lágrimas de sono(espero eu). Encostei a testa no braço para descansar e organizar os pensamentos e senti-me preguento mais uma vez. Sinto-me sujo, sinto que preciso lavar minh'alma de minhas lembranças. O arquiteto que neste corpo mora construindo emoções com tijolos de experiências se depara com uma obra feita ao acaso, não por ele, mas em seus terrenos, uma obra feita de tijolos e ele desconhece a procedência, feita de sentimentos ocultos, mas cuja mistura resulta em uma imensa angútia. - Não lembrei do sonho -
Ar que falta ao meu pulmão:
Nostalgia meu viver e me enche de frio;
Gasta com teus prazeres meus dias finais,
Últimos dias de minha existências;
Serpenteia em meu intestino como uma lebre a brincar/
Tritura minha tranqüilidade com essa máquina.
Insignifica para ti todo o vulcão que fazes explodir em mim.
Arrancou minha calmaria. Meu último refúgio de mim.
Arquitetado por Eduardo Dot às 15:24 5 arquitetura(s) alheia(s)
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quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Luxúria
Linda garota nosciva que aqui reside,
Uiva de fome de sangue e prazer.
Xinga-me com tuas palavras profanas.
Últimas palavras que poderei ouvir de teu lábio doce.
Rí. Rí e cospe em minha cara.
Ignora meus pedidos e me só me deixa o desejo.
Adorável menina, faz-me gemer, pisoteia-me...
- Em Homenagem à Raissa (Sibby) Santana. Eterna Laura.
Arquitetado por Eduardo Dot às 21:48 5 arquitetura(s) alheia(s)
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Lágrima
Leite da Planta que sai ao quebrar,
Água dos olhos que derrama ao sentir,
Grito da alma que ulula para sumir.
Ria e sorria, pequena menina descabelada,
Inflama de teus risos debochados este ente que chora,
Mastiga a minha felicidade com teus dentes de leite,
A criança que vi se tornou minha sentença de morte.
Arquitetado por Eduardo Dot às 16:45 2 arquitetura(s) alheia(s)
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Narciso
infomania... Geme ao meu ouvido, ó reflexo de meu ser, ó sina minha.
moníaco de minha pseudo-lucidez, ao fechar os olhos te via, no fundo de minhas pálpebras te via.
ealidade? Mas eu não estava sonhando? Enfim, acordei e me olhei no espelho, o sonho, analgésico, fez-me suportar a vida.
omo o sono, assim foi meu reflexo. Encarei meus olhos e fui encarado por eles. Senti-me revigorado.
njusto era aquele sentimento, aquele vigor e aquele rigor... Eu não tinha direito àquilo. Não tinha como sentir meu sabor, mas podia me tocar.
aboreei então minha vitória sobre o impossível, eu era meu e de mais ninguém. Sorri. Sorri de meu triunfo.
lhei então a minha volta e só o que vi foi meu reflexo noutro espelho. Sorri de novo e então me tornei 2, eu e eu.
Arquitetado por Eduardo Dot às 21:08 5 arquitetura(s) alheia(s)
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Volúpia.
Vê-me, em teus olhos
Oh dama da noite.
Ludibria teu som
Único, açoite,
Pois sim, é só ela
Iconoclasta de mim.
Assim tu foi-te.
Arquitetado por Eduardo Dot às 21:23 1 arquitetura(s) alheia(s)
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