segunda-feira, 20 de abril de 2009

Valentina

Valentina saiu correndo pelo corredor com os cabelos presos em um belo e frágil coque. Chegando ao fim das paredes paralelas, onde um raio de sol vinha pela esquerda, iluminando sua face moreno-âmbar, virou para trás e soltou um sorriso que poderia ser descrito do meigo ao profano por qualquer padre ou pecador. Deixou cair um pedaço de seda bege que brincava entre os dedos e saiu correndo.
Não segui-la, não ser completamente submisso eram as única opções absolutamente impossíveis de cogitar.
Oscilaram os pés deste que vos relata, numa tentativa de seguir minhas vontades e manter-me longe da pecaminosa Valentina. Trôpego, tentou as minhas pernas dar um passo a frente e outro atrás, ao mesmo tempo. Encostei-me na parede do corredor para não desabar no chão, enquanto fitava o lenço que desejava amaldiçoar, sem forças de fazê-lo.
Balbuciei seu nome tão baixo que nem minha alma poderia ouvir qualquer fonema da minha voz:
- Va. Len. Ti. Na.
A razão então tomou conta de mim. Valentina é tão proibida que jamais poderá ser minha...

1 arquitetura(s) alheia(s):

Ruth Connors disse...

passei por tudo e minha paixão nem voltou.

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