domingo, 27 de março de 2011

Wrong!

Você quase fez a coisa errada. Quase. Chegou quase lá mas voltou atrás.

Ficou se sentindo muito bem por ter conseguido. Se sentindo um vitorioso por ter certeza do que queria. Você ficou se sentindo a pessoa mais certa do mundo por QUASE ter feito a coisa errada, por ter evitado.

Mas aí você descobre que não é bom o bastante. Que não é o suficiente.

Sinceramente... Você sempre soube que não seria o suficiente, que não bastava ter ido QUASE lá, que não poderia nem ter ido. Você SABE que só achava ter feito a coisa certa para não se sentir errado, mas você está errado.

Você não é bom o suficiente e agora se odeia por não ser bom o suficiente.

Sugestões de soluções, favor preencher o formulário e colocar na nossa caixinha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vêm pro raso, meu amor!


Como o fundo de uma piscina de vejo: com luz trêmula, parecida com um sonho, irreal, quase impossível de acontecer.

Ainda bem que eu estava com meus óculos de natação.












ou:
Ainda bem que salvamos um ao outro do afogamento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Texto fora de contexto, anexo sem nexo, muro não-duro. Um poste. Não encoste.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Carta de Amor

E se eu fizesse uma carta de amor?
Como seria te falar tudo que eu sinto em palavras
murchas, cruas e sem sentido lógico?

Se eu rimasse amor com dor e teu nome com maçã?
Se eu te dissesse tudo que eu sinto?
Tu iria se jogar nos meus braços e me amar
ou iria compreender e seguir em frente?

Se eu fizesse um poema sem rimas e falasse que o amor é assim,
confuso, sem rimas ou estrofes arrumadas?
Se eu rimasse “tu e eu” com “nós dois”?
Tu iria me dizer as três palavrinhas que “eu [te] amo”?

Como que faz pra tirar você da minha cabeça?
E se eu não quiser tirar?

Será?

Será possível ser mais clichê que num texto depressivo?

Vermelho-dor, Branco-sem-vida

Tem uma imensidão negra abaixo de mim.
Um grande, profundo, obscuro, frio, úmido, fedido e assustador buraco negro que só faz me olhar, como se quisesse mee engolir por inteiro.
Sinto-me inclinado a dar fechar os olhos e mergulhar nesse feio anti-mundo de... de... de não sei mais o que estou falando, me sinto afogar.

Já me sinto com as pontas dos pés deformadas pelo gelo em que se transformou a água dos meus músculos com a baforada gelada que vem lá de baixo.

Já sinto os pêlos da minha perna encolhidos pela chama quente de dor que emana do mais profundo sofrimento.

Curiosa, essa tristeza, não? Fria e gelada. Quente e aquecida. Com o pior de cada estação do ano - a alergia a flores, a seca escaldante, o frio crucificante e a morbidez das árvores. Como a pior lembraça de cada etapa da vida - a infância sofrida e reprimida, a adolescência sofrida e reprimida, a idade adulta sofrida e reprimida, a velhice sofrida e reprimida. É o melhor que cada criatura maléfica pode dar de si.

É vermelho-dor, é azul-fome, é roxo-asfixia, é negro-escuridão, é verde-vômito, é amarelo-hepatite, é branco-sem-vida.

Esse buraco que aos poucos me suga é um pouco disso tudo, um tudo disso pouco, um fracasso atrás do outro, um outro atrás de cada um dos meus fracassos. Jogando na cara, cuspindo no prato que comi por mim.

Cada humilhação. Cada tristeza.

Lá vem a imensidão negra de novo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A vida é uma imensa confusão.

Planejar é necessário. Seguir o plano, fundamental. Fugir dos planos, inevitável.

Quando tentamos planejar a vida, tentamos, no mínimo, ter controle das coisas.
Controle é a sensação mais almejada por todo ser humano. Sem dúvida. Ela inspira felicidade, prazer, organização, calma...
É difícil e a gente tenta a todo instante.
Imprevistos existem, mas a gente não desiste.

domingo, 4 de julho de 2010

Quero

Quero mais dias como hoje.

Quero mais praia, pôr-do-sol e declarações na areia.
Quero mais da tua companhia, pra sempre.

Perto de ti me sinto pequeno, me sinto adimirando um mestre com os olhos brilhando.

Quero troca de olhares escondidos sempre que possíve. Quero mais mãos-dadas sempre que possível. Quero mais carinho a todo folguinha.
Te quero em minha vida a todo instante.



Não quero te perder. Jamais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Leve

Me sinto carregados por penas. Na mais pura fragilidade e delicadeza do ser.

Frágil? Como se estivesse leve! Frágil? Muito!

Culpa tua que me faz sentir-me sustentado por penas.

A beira de desabar!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quero beber da tua língua.



Só o que eu queria era deitar no teu peito o resto da noite... Queria sentir o calor do corpo suado, após uma hora inteira de intenso movimento corporal. Queria ficar abraçado contigo, sentir teu cheiro e nada mais. Ficar abraçado a noite inteira.

Queria beber da tua lingua. Queria beber tua língua inteira na minha boca, através dos teus doces lábios. Quero beber tua língua como uma foto de beijo clichê.

Teu corpo languido escorre entre meus braços.

Durmo.

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